UFU 2016 — Questão 38 · Leitura e interpretação de texto
Leitura e interpretação de texto
UFU 2016 · Português
Texto de apoio As nuvens, por onde pisamos distraídos, quase tocando nos astros, sempre foram um lugar para não estar à exceção dos poetas, dos nefelibatas e dos aviões. Das nuvens, hoje, é de onde não devemos descer, porque nelas está tudo, mas tudo mesmo as mais belas canções, 5 os livros, as séries de televisão, os filmes, os softwares, o dinheiro no banco. Nuvem ou cloud, em inglês é o nome que se dá ao conjunto de potentes servidores remotos que armazenam todo o conteúdo digital à mão. A velocidade de processamento de dados associada ao aumento exponencial da capacidade de guardar informações mudou para sempre o 10 modo como produzimos e consumimos os alimentos para a alma, para, aí sim, termos o direito de caminhar nas nuvens.
A história dessa aventura tecnológica é jovem demais para ser tão espetacular, daí seu fascínio. Quando a internet começou a se popularizar, nos anos 1990, ela era uma obra aberta, com poucas certezas e muitas 15 apostas erradas, sabemos hoje. Uma das crenças anunciava um mundo virtual povoado exclusivamente de amadorismo e pirataria. Era assim há vinte anos. Pela rede circulavam pencas de filmes roubados, misturados a pornografia e a um ou outro arquivo particular de gatinhos adoráveis.
Acreditava-se que a única forma de achar conteúdo de qualidade seria 20 ligando a televisão, indo ao cinema ou alugando um VHS, objeto tão ancestral quanto a pedra lascada. Cortemos para o presente. Sim, há vídeos de gatos, pornografia e pirataria. Mas a rede nos trouxe também o iTunes, o Netflix, o Spotify e, com eles, conteúdo de excelência e legalizado. O que ocorreu entre o amadorismo dos anos 90 e o 25 profissionalismo a que chegamos? A peça-chave foi o avanço acelerado da tecnologia atrelada à internet. É o alicerce do mundo on demand (sob demanda), onde todos podem ver o que quiserem, onde estiverem e na hora que escolherem.
VILICIC, Filipe; BEER, Raquel; NERI, Gabriela. Tá caindo música do céu... Veja, 6 de maio de 2015, p. 80-87 (fragmento)
O emprego das aspas em “nadas” (linha 11) deve-se ao fato de que o autor deseja
A história dessa aventura tecnológica é jovem demais para ser tão espetacular, daí seu fascínio. Quando a internet começou a se popularizar, nos anos 1990, ela era uma obra aberta, com poucas certezas e muitas 15 apostas erradas, sabemos hoje. Uma das crenças anunciava um mundo virtual povoado exclusivamente de amadorismo e pirataria. Era assim há vinte anos. Pela rede circulavam pencas de filmes roubados, misturados a pornografia e a um ou outro arquivo particular de gatinhos adoráveis.
Acreditava-se que a única forma de achar conteúdo de qualidade seria 20 ligando a televisão, indo ao cinema ou alugando um VHS, objeto tão ancestral quanto a pedra lascada. Cortemos para o presente. Sim, há vídeos de gatos, pornografia e pirataria. Mas a rede nos trouxe também o iTunes, o Netflix, o Spotify e, com eles, conteúdo de excelência e legalizado. O que ocorreu entre o amadorismo dos anos 90 e o 25 profissionalismo a que chegamos? A peça-chave foi o avanço acelerado da tecnologia atrelada à internet. É o alicerce do mundo on demand (sob demanda), onde todos podem ver o que quiserem, onde estiverem e na hora que escolherem.
VILICIC, Filipe; BEER, Raquel; NERI, Gabriela. Tá caindo música do céu... Veja, 6 de maio de 2015, p. 80-87 (fragmento)
O emprego das aspas em “nadas” (linha 11) deve-se ao fato de que o autor deseja

Alternativas
- Aassinalar o emprego inadequado do termo segundo prescrições gramaticais.
- Benfatizar, apenas, o uso do termo, como se o estivesse sublinhando ou destacando-o em negrito.
- Cchamar a atenção para a acepção equivocada do termo, no contexto em que foi empregado.
- Dremeter o leitor ao sentido que essa palavra tem no dicionário.
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Fonte: UFU 2016