IFTM 2020 — Questão 3 · Leitura e interpretação de texto
Leitura e interpretação de texto
IFTM 2020 · Português
Texto de apoio As questões de 1 a 3 devem ser respondidas com base no texto a seguir.
Moda: compartilhamento de roupas é tendência entre jovens Startups de compartilhamento de roupas ganham espaço no Brasil Por Giulia Vidale Ana Teresa Saad e Eduarda Ferraz, fundadoras da Clorent O Airbnb popularizou o aluguel solidário; os aplicativos de transporte, como Uber e Yellow, investiram no transporte feito entre desconhecidos; o Spotify gastou uma fortuna para ser sua melhor opção em música; a Netflix conseguiu levar filmes e séries a milhões de pessoas ao mesmo tempo. Agora startups de moda querem popularizar o compartilhamento de roupas e acessórios. A proposta? Assinaturas mensais ou aluguéis pontuais disponíveis a qualquer interessado.
Poucos sabem, mas a indústria de moda, além de ser uma das maiores e mais valiosas do mundo, também é uma das mais poluentes. Segundo dados da Fashion United, plataforma que fornece um panorama global da indústria de moda, esse negócio vale 3 trilhões de dólares. Somente no Brasil, em 2017, o setor de vestuários produziu 5,9 bilhões de peças, incluindo vestuário, meias, acessórios, cama, mesa e banho, com um faturamento de 45 bilhões de dólares, o equivalente a 170 bilhões de reais, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). No mesmo ano, o setor ficou em segundo lugar no ranking de maior empregador da indústria da transformação, perdendo apenas para alimentos e bebidas juntos.
Por outro lado, a moda é uma das indústrias mais poluidoras do mundo. Cerca de 35% das microfibras jogadas nos oceanos são provenientes de roupas e têxteis. As etapas de processamento dos vestuários emitem 20% do carbono na atmosfera, quantidade considerada acima do ideal, segundo um relatório da Global Fashion Agenda. Outro estudo, feito pela Global Fashion Agenda em 2017, mostrou que apenas 20% dos 62 milhões de toneladas de roupas e calçados produzidos no mundo todo são reciclados adequadamente ao final do uso.
Esses dados trazem uma grande preocupação em relação a um mundo já dominado por redes de fast fashion, cujas peças custam pouco, mas têm baixa durabilidade: 50% das peças produzidas por essas empresas são descartadas em um ano. Além disso, não se pode esquecer do trabalho análogo à escravidão que é, por vezes, identificado na produção de peças de vestuário para diversas marcas. “Temos, portanto, um papel fundamental”, finaliza Ana Teresa Saad (Clorent).
Disponível em: www.veja.abril.com/economia/moda. Adaptado. Acesso em: 2 out. 2019.
A autora do texto opta por usar o termo fast fashion (moda rápida), em clara analogia ao termo fast food (comida rápida). Entre as várias características que as aproximam, a autora ressalta:
Moda: compartilhamento de roupas é tendência entre jovens Startups de compartilhamento de roupas ganham espaço no Brasil Por Giulia Vidale Ana Teresa Saad e Eduarda Ferraz, fundadoras da Clorent O Airbnb popularizou o aluguel solidário; os aplicativos de transporte, como Uber e Yellow, investiram no transporte feito entre desconhecidos; o Spotify gastou uma fortuna para ser sua melhor opção em música; a Netflix conseguiu levar filmes e séries a milhões de pessoas ao mesmo tempo. Agora startups de moda querem popularizar o compartilhamento de roupas e acessórios. A proposta? Assinaturas mensais ou aluguéis pontuais disponíveis a qualquer interessado.
Poucos sabem, mas a indústria de moda, além de ser uma das maiores e mais valiosas do mundo, também é uma das mais poluentes. Segundo dados da Fashion United, plataforma que fornece um panorama global da indústria de moda, esse negócio vale 3 trilhões de dólares. Somente no Brasil, em 2017, o setor de vestuários produziu 5,9 bilhões de peças, incluindo vestuário, meias, acessórios, cama, mesa e banho, com um faturamento de 45 bilhões de dólares, o equivalente a 170 bilhões de reais, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). No mesmo ano, o setor ficou em segundo lugar no ranking de maior empregador da indústria da transformação, perdendo apenas para alimentos e bebidas juntos.
Por outro lado, a moda é uma das indústrias mais poluidoras do mundo. Cerca de 35% das microfibras jogadas nos oceanos são provenientes de roupas e têxteis. As etapas de processamento dos vestuários emitem 20% do carbono na atmosfera, quantidade considerada acima do ideal, segundo um relatório da Global Fashion Agenda. Outro estudo, feito pela Global Fashion Agenda em 2017, mostrou que apenas 20% dos 62 milhões de toneladas de roupas e calçados produzidos no mundo todo são reciclados adequadamente ao final do uso.
Esses dados trazem uma grande preocupação em relação a um mundo já dominado por redes de fast fashion, cujas peças custam pouco, mas têm baixa durabilidade: 50% das peças produzidas por essas empresas são descartadas em um ano. Além disso, não se pode esquecer do trabalho análogo à escravidão que é, por vezes, identificado na produção de peças de vestuário para diversas marcas. “Temos, portanto, um papel fundamental”, finaliza Ana Teresa Saad (Clorent).
Disponível em: www.veja.abril.com/economia/moda. Adaptado. Acesso em: 2 out. 2019.
A autora do texto opta por usar o termo fast fashion (moda rápida), em clara analogia ao termo fast food (comida rápida). Entre as várias características que as aproximam, a autora ressalta:
Alternativas
- AO preço elevado.
- BA durabilidade reduzida.
- CA faixa etária dos clientes e consumidores.
- DO faturamento dos setores.
- EO perfil dos investidores.
Consulte a resposta
Visitantes podem consultar seis questões. Com uma conta gratuita, consulte até 20 por dia; no plano pago, todas sem limite.
Fonte: IFTM 2020