Prefeitura de Porto União 2017 — Questão 1 · Língua Portuguesa
Língua Portuguesa
Prefeitura de Porto União · Português
Leia o texto e responda a questão 1.
Circuito Fechado 3 (Ricardo Ramos - 1978)
Muito prazer. Por favor, quer ver o meu saldo? Acho que sim. Que bom telefonar, foi ótimo, agora mesmo estava pensando em você. Puro, com gelo. Passe mais tarde, ainda não fiz, não está pronto. Amanhã eu ligo, e digo alguma coisa. Guarde o troco. Penso que sim. Este mês, não, fica para o outro. Desculpe, não me lembrei. Veja logo a conta, sim? É uma pena, mas hoje não posso, tenho um jantar. Vinte litros, da comum. Acho que não. Nas próximas férias, vou até lá, de carro. Gosto mais assim, com azul. Bem, obrigado, e você? Feitas as contas, estava errado. Creio que não. Já, pode levar. Ontem aquele calor, hoje chovendo. Não filha, não é assim que se faz. Onde está minha camisa amarela? Às vezes, só quando faz frio. Penso que não. Vamos indo, naquela base. Que é que você tem? Se for preciso, dou um pulo aí. Amanhã eu telefono e marco, mas fica logo combinado, quase certo. Sim, é um pessoal muito simpático. Foi por acaso, uma coincidência. Não deixe de ver. Quanto mais quente melhor. Não, não é bem assim. Morreu, coitado, faz dois meses. Você não reparou que é outra? Salve, lindos pendões. Mas que esperança. Nem sim, nem não, muito pelo contrário. Como é que que eu vou saber? Antes corto o cabelo, depois passo por lá. Certo. Pra mim, chega. Espere, mais tarde nós vamos. Aí foi que ele disse, não foi no princípio, quem ia adivinhar? Deixe, vejo depois. Sim, durmo de lado, com uma perna encolhida. O quê? É, quem diria. Acredito que sim. Boa tarde, como está o senhor? Pague duas, a outra fica para o mês que vem. Oh, há quanto tempo! De lata e bem gelada. Perdoe, não tenho miúdo. Estou com pressa. Como é que pode, se eles não estudam? Só peço que não seja nada. Estou com fome. Não vejo a hora de acabar isto, de sair. Já que você perdeu o fim-de-semana, pôr que não vai pescar? É um chato, um perigo público. Foi há muito tempo. Tudo bem, tudo legal? Gostei de ver. Acho que não, penso que não, creio que não. Acredito que sim. Claro, fechei a porta e botei o carro par dentro. Vamos dormir? É, leia que é bom. Ainda agosto e esse calor. Me acorde cedo amanhã, viu?
O que podemos inferir com a leitura do texto?
Alternativas
- A
Podemos inferir que, o texto nos leva a construir imagens mentais de um escritor que exagera ao utilizar frases retiradas de encontros e desencontros de seu cotidiano. Portanto, podemos concluir que não se trata de um texto, mas sim de frases exclamativas e interrogativas que não fazem sentido.
- B
Podemos inferir que, o texto trata da rotina de um indivíduo, nos lugares onde o personagem frequenta em suas experiências urbanas, há, ainda, frases que usamos no dia a dia, por meio de uma linguagem repleta de significado: lembra a vida agitada na cidade grande e circular, relacionada ao título da narrativa.
- C
Podemos inferir que, não se trata de um texto, mas de conversas aleatórias que foram ouvidas pelo autor em algum momento de sua vida, e ele transcreve. São frases soltas que não estabelecem relação de sentido, portanto, não permitem uma interpretação coerente.
- D
Nenhuma das alternativas.
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Fonte: Prefeitura de Porto União