Prefeitura 2019 — Questão 28 · Revolução Industrial
Revolução Industrial
Prefeitura · História
Na obra A situação da classe operária em Inglaterra, Engels descreve uma situação encontrada por um operário inglês.
“Pois, bem, Senhor, ele encontrou-o, e quando chegou a barraca, esta era, veja bem, uma cave humida e balxa. Os moveis eram 2 velhas cadeiras, uma mesa redonda com 3 pes, uma caixa, não havia cama, apenas um monte de palha velha num canto e um pano sujo por cima, e bocados de madeira na diamine. Quando o meu pobre amigo entra, o pobre Jack estava sentado sobre a madeira perto do fogo e o que pensa que ele estava a fazer? Estava la e remendava as meias da mulher com a agulha e quando viu o seu velho amigo na soleira da porta, tentou esconde-lo, mas Joe, é o nome do meu amigo, viu e disse-lhe: Meu Deus, Jack, o que tu estas a fazer, onde está a tua mulher? Que trabalho esse que tu fazes? O pobre Jack teve vergonha e disse-lhe: não, eu sei bem que não é o meu trabalho, mas a minha pobre mulher está na fábrica e tem de lá estar as cinco e meia e trabalha até as oito da tarde e sai tão cansada que não pode fazer nada, quando volta para casa. Tenho que fazer tudo o que puder em vez dela, porque eu não tenho trabalho e ha três anos que não o tenho e não o encontrarei em toda a minha vida, e depois deixou cair uma lagrima(...) (mantida a grafia da obra)
(Friedrich Engels. A situação da classe operária em Inglaterra. Porto: Edições Afrontamento, 1975. p. 190.)
Este relato demonstra a situação da classe trabalhadora na Inglaterra nos tempos da revolução industrial do século XVIII, quando, nas fábricas eram encontradas mulheres e crianças porque eram consideradas
Alternativas
- A
mais dóceis e baratas, o que tornava mais fácil assegurar a disciplina da mão de obra, levando-as a trabalhar incansavelmente, durante toda a semana, para obter uma renda mínima.
- B
mais qualificadas e com mãos mais ágeis do que os homens para trabalhar no processo de montagem de pequenas peças automotivas, economizando tempo e gerando maior lucro.
- C
mais especializadas para trabalhar no processo de industrialização dos metais por serem originárias de regiões onde existiam grandes minas de cobre exploradas desde o século XVII.
- D
mais aptas à jornada de trabalho na indústria têxtil, que exigia, no mínimo, oito horas por dia, e mais suscetíveis a aceitar acordos trabalhistas impostos pelos donos de fábricas de explosivos.
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Fonte: Prefeitura