Prefeitura de Brasília de Minas 2020 — Questão 6 · Filosofia e Ciência
Filosofia e Ciência
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Teoria Científica e Fé em Galileu: na obra História da Filosofia, volume II, “A revolução científica”, – 6 “O drama de Galileu e a fundação da ciência moderna”, Giovani Reale e Dario Antiseri, no subtema 6.6, “A incomensurabilidade entre ciência e fé”, afirmam que: “Por um lado, Galileu teoriza a demarcação entre proposições científicas e proposições de fé, reclamando a autonomia dos conhecimentos científicos, que são comprovados e avaliados por meio da aparelhagem constituída pelas regras do método experimental (“sensatas experiências” e “demonstrações certas”). Mas, por outro lado, essa autonomia das ciências em relação às Sagradas Escrituras encontra justificação no princípio (que, em sua carta à senhora Cristina de Lorena, em 1615, Galileu diz ter ouvido do cardeal Barônio) de que “a intenção do Espírito Santo era a de nos ensinar como se vai ao céu e não como vai o céu”. Apoiando em Santo Agostinho (In Genesim ad literam, lib. II, c. 9), Galileu afirma que “não somente os autores das Sagradas Escrituras não pretenderam nos ensinar a constituição e os movimentos dos céus e das estrelas, com suas figuras, grandezas e distâncias, mas também, estudando-se bem, embora todas essas coisas fossem conhecidíssimas deles, vê-se que ele se abstiveram”. O conflito entre Ciência e Fé se acirra quando Galileu apresenta argumentos que fundamentam a sua tese em relação ao movimento físico dos astros e a sua Teoria Científica. São argumentos fundamentais apresentados por esse cientista da Renascença, devendo ser desconsiderado apenas:
Alternativas
- A
Galileu admite, diante das Escrituras Sagradas, a sua força e o seu poder, dizendo que: “parece-me então que a questão dos efeitos naturais que a sensata experiência nos coloca diante dos olhos ou as demonstrações necessárias concluem que deve ser posta em dúvida.
- B
Diz Galileu que Deus sentidos, discurso e intelecto: é por meio deles que podemos chegar àquelas “conclusões naturais” que podem ser obtidas “pelas sensatas experiências ou pelas necessárias demonstrações”.
- C
“A Escritura não é um tratado de astronomia.”
- D
Não é entendimento da Sagrada Escritura “nos ensinar se o céu se move ou está firme, nem se a figura é em forma de esfera, de disco ou estendida num plano, nem se a Terra está contida em seu centro ou de um lado”.
- E
Galileu chega a afirmar: “Parece-me que, nas disputas sobre problemas naturais, não se deveria começar pela autoridade de passagens das Escrituras, mas sim pelas sensatas experiências e pelas demonstrações necessárias.
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Fonte: Prefeitura de Brasília de Minas