Prefeitura de Paulínia 2021 — Questão 49 · Filosofia Política
Filosofia Política
Prefeitura de Paulínia · Filosofia
O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. A instituição de um poder suficientemente grande para nossa segurança deriva do desejo de sair da mísera condição de guerra que é a consequência necessária das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza (como a justiça, a equidade, a modéstia, a piedade, ou, em resumo, fazer aos outros o que queremos que nos façam) que são contrárias a nossas paixões naturais. E os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar qualquer segurança a ninguém.
Adaptado de HOBBES, Thomas. Leviatã, Cap. XVII
Com base no trecho, pode-se afirmar que o autor, do ponto de vista político, busca justificar:
Alternativas
- A
a existência do Estado como uma instituição de origem divina, e, por isso, inquestionável e imutável.
- B
a instauração de um poder político que regule as relações entre os homens, impedindo-os de serem guiados por suas paixões naturais.
- C
a escolha de governantes que, como representantes de uma vontade coletiva, garantem a justiça, a equidade e a piedade, tidos como princípios da vida em sociedade.
- D
a criação de monarquias centralizadas, em reconhecimento da desigualdade natural entre os homens, de modo a garantir que a nobreza exerça a função governativa.
- E
o formato contratualista do Estado moderno de direito, no qual os indivíduos livremente renunciam à propriedade e à liberdade individual, em nome do coletivo.
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Fonte: Prefeitura de Paulínia