Prefeitura de Realeza 2022 — Questão 10 · Língua Portuguesa

Língua Portuguesa

Prefeitura de Realeza · Português

"A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da bicharia lá embaixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. E aquele diacho de sagui-açu que o carregara pro alto do tapiri tamanho em que dormira... Que mundo de bichos! que despropósito de papões roncando, mauaris juruparis sacis e boitatás nos atalhos nas socavas nas cordas dos morros furados por grotões donde gentama saía muito branquinha branquíssima, de certo a filharada da mandioca!... A inteligência do herói estava muito perturbada. As cunhãs rindo tinham ensinado pra ele que o sagui-açu não era saguim não, chamava elevador e era uma máquina.


De-manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças-pardas não eram onças-pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas. Os tamanduás os boitatás as inajás de curuatás de fumo, em vez eram caminhões bondes autobondes anúncios-luminosos relógios faróis rádios motocicletas telefones gorjetas postes chaminés.

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Eram máquinas e tudo na cidade era só máquina! O herói aprendendo calado. De vez em quando estremecia. Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando numa cisma assombrada."


O fragmento é de um dos romances modernistas mais importantes da literatura brasileira, publicado em 1928. Trata-se da obra:

Alternativas

  1. A

    O Uraguai, de Basílio da Gama.

  2. B

    Menino de Engenho, de José Lins do Rego.

  3. C

    Ubirajara, de José de Alencar.

  4. D

    Macunaíma, de Mário de Andrade.

  5. E

    O Guarani, de José de Alencar.

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Fonte: Prefeitura de Realeza

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