IFAL 2026 — Questão 49 · Matemática
Matemática
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No fim do século XIX, Georg Cantor revolucionou a matemática ao formalizar a Teoria dos Conjuntos, introduzindo a noção de que o infinito não era apenas um conceito potencial, mas um objeto com diferentes cardinalidades. Essa abordagem enfrentou forte resistência por contradizer a intuição clássica de que “o todo é sempre maior que suas partes”. Na prática pedagógica, o paradoxo do “Hotel de Hilbert” é frequentemente utilizado como uma abordagem metodológica para auxiliar os alunos na transição do pensamento finitista para o pensamento transfinito. Nesse contexto, a discussão desse paradoxo em sala de aula permite que os alunos compreendam que
Alternativas
- A
a intuição euclidiana de que a parte é menor que o todo permanece válida e imutável, sendo o Hotel de Hilbert apenas um exercício de retórica sem fundamentação na análise matemática moderna.
- B
dois conjuntos infinitos são equivalentes (possuem a mesma cardinalidade) se, e somente se, puder ser estabelecida uma bijeção entre eles, mesmo que um pareça ser um subconjunto próprio do outro.
- C
o infinito é um conceito puramente metafísico, e o Hotel de Hilbert serve para demonstrar que operações aritméticas em conjuntos infinitos levam inevitavelmente a contradições lógicas insolúveis.
- D
a cardinalidade de um conjunto infinito é determinada pelo “tamanho” de seus elementos, o que explica por que o conjunto dos números reais é maior que o dos inteiros.
- E
o Hotel de Hilbert é uma ferramenta de cálculo numérico usada para resolver problemas de densidade em conjuntos discretos e limitados.
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Fonte: IFAL