UEA 2013 — Questão 24 · Filosofia contemporânea
Filosofia contemporânea
UEA Macro 2013 · Filosofia
Quincas Borba leu-me daí a dias a sua grande obra. O último volume compunha-se de um tratado político, fundado no Humanitismo. Reorganizada a sociedade pelo método dele; nem por isso ficavam eliminadas a guerra, a insurreição, a fome, as doenças; mas sendo esses supostos flagelos verdadeiros equívocos do entendimento, destinados a não influir sobre o homem, senão como simples quebra da monotonia universal, claro está que a sua existência não impediria a felicidade humana. Mas ainda quando tais flagelos correspondesse no futuro à concepção acanhada de antigos tempos, nem por isso ficava destruído o sistema porque sendo Humanitas a substância criadora e absoluta, cada indivíduo deveria achar a maior delícia do mundo em sacrificar-se ao princípio de que descende.
(Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas, 1970. Adaptado.)
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, foi publicado, em primeira edição, em 1881. O romance mantém um diálogo crítico e irônico com alguns princípios filosóficos presentes e atuantes na sociedade brasileira da segunda metade do século XIX. A filosofia política do Humanitismo, exposta pelo personagem Quincas Borba, entende que
(Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas, 1970. Adaptado.)
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, foi publicado, em primeira edição, em 1881. O romance mantém um diálogo crítico e irônico com alguns princípios filosóficos presentes e atuantes na sociedade brasileira da segunda metade do século XIX. A filosofia política do Humanitismo, exposta pelo personagem Quincas Borba, entende que
Alternativas
- Ao conflito é o princípio gerador da civilização, o sistema político perfeito é o que promove as guerras entre os povos.
- Bo caminho da regeneração social é a religião suprema, a evolução social emancipa os indivíduos das imposições da história.
- Ca existência de Deus, comprovada cientificamente, garante aos indivíduos a paz e a concórdia eternas.
- Dos progressos históricos devem ser considerados de maneira global, pois o conjunto dos seres humanos predomina sobre as individualidades.
- Eos seres humanos, tomados isoladamente, precisam ter seus direitos particulares reconhecidos e protegidos por uma espécie de Grande Ser.
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Fonte: UEA Macro 2013 · Consultar referência