UEA 2014 — Questão 36 · Gramática

Gramática

UEA Macro 2014 · Português

Leia o soneto de Gregório de Matos, que, assim como o sermão de Antônio Vieira, foi escrito por ocasião da Quarta-feira de Cinzas.

Que és terra, oh Homem, e em terra hás de tornar-te,
hoje te avisa Deus por sua Igreja:
de pó te faz o Espelho, em que se veja
a vil matéria de que quis formar-te.

Lembra-te Deus que és pó, para humilhar-te;
e como o teu Baixel¹ sempre fraqueja
nos Mares da vaidade, onde peleja,
te põe à vista a terra onde salvar-te.

Alerta, alerta, pois o vento berra;
e se sopra a vaidade, e incha o pano²,
na proa a terra tens, amaina, ferra³.

Todo o Lenho mortal, Baixel humano,
se busca a Salvação, tome hoje terra;
que a Terra de hoje é Porto soberano.

(Sérgio Buarque de Holanda (org.). Antologia dos poetas brasileiros da fase colonial, 1979.)

¹baixel: barco de grande porte.
²pano: vela.
³ferrar: colher a vela (baixar, guardar o pano do barco)

Empregando, no lugar da segunda pessoa (tu), a terceira pessoa (ele), o trecho "Lembra-te Deus que és pó, para humilhar-te" deve ser reescrito, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, da seguinte maneira:

Alternativas

  1. A
    Lembra-lhe Deus que é pó, para humilhá-lo.
  2. B
    Lembra-o Deus que é pó, para humilhar-no.
  3. C
    Lembra-o Deus que é pó, para humilhar-lhe.
  4. D
    Lembra-no Deus que é pó, para humilhar-lhe.
  5. E
    Lembra-lhe Deus que é pó, para humilhar-no.

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Fonte: UEA Macro 2014 · Consultar referência

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