UEA 2025 — Questão 7 · Literatura · História da literatura

Literatura · História da literatura

UEA Macro 2025 · Português

Leia o trecho a seguir, retirado do romance Macunaíma, de Mário de Andrade

Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho. Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando, na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d'água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d'água. E a cova era que nem a marca dum pé gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco loiro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.

Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou:

— Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz.

(Macunaíma, 2013.)

O episódio narrado neste trecho exemplifica uma característica marcante da personagem Macunaíma:

Alternativas

  1. A
    a possibilidade de se transformar magicamente.
  2. B
    a valorização da razão e do planejamento.
  3. C
    a beleza física que o acompanha desde o nascimento.
  4. D
    o respeito às convenções sociais.
  5. E
    o teor moralista de suas ações.

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Fonte: UEA Macro 2025 · Consultar referência

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